quinta-feira, 9 de novembro de 2017

1 Ano cheio de livros


Amar Depois de Amar-te
Mil Sóis Resplande

O Sonhador


Há cerca de uma semana o blogue completou 1 ano e eu andei algo indecisa em se deveria assinalar a data, não só porque não consegui dedicar-lhe tanto tempo quanto gostaria e concretizar metade das coisas que tinha em mente como também porque, e em consequência, o feedback não foi muito ou o imaginado.

Mas pensando melhor, a verdade é que com um ano de vida ainda se está a tentar dar os primeiros passos e ganhar equilíbrio por isso acabei por decidir não deixar passar em branco o início desta nova aventura na minha vida.  Uma aventura que impulsionou a redescoberta da minha paixão/vício pelos livros e também pela escrita e tanto prazer me tem dado, que começou aqui pelo blog mas já se estendeu ao Facebook e ao Instagram. Comemore-se então este início, a regularidade mantida e o renascer dos sonhos.

Obrigada a quem me segue e a todos os que vão lendo o blog. Comentem. deixem a vossa opinião, sugestões de livros, perguntas... o que quiserem.

Continuarei por aqui com as mesmas pretensões iniciais, partilhar as minhas leituras e outras coisas relacionadas com os livros ao ritmo que for conseguindo com todo o entusiasmo e dedicação.


Boneca de Luxo
Quem Mexeu no Meu Queijo


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Novidade Desejada- O Guardião dos Objectos Perdidos


Mais uma novidade que venho destacar com algum atraso, mas que ainda assim vale a pena dar a conhecer um pouco mais. As opiniões de quem já o leu também são bastante positivas, apontando a trama original e bem construída que contém um pouco de tudo desde romance, fantasmas, magia, mistério até referências literárias e que dá muito prazer ler. 

Anthony Peardew passou metade da sua existência a guardar com todo o zelo objectos que encontrava perdidos, numa tentativa de se redimir de uma promessa quebrada muitos anos antes. Cada objecto possui uma etiqueta onde é colocada a data e o local onde foi encontrado e criada uma história para cada um deles, o propósito final será devolve-los aos seus donos.
Já perto do ocaso da sua vida, decide deixar a casa onde vive, e os «tesouros» que nela foi reunindo, a Laura, sua assistente e única pessoa a quem ele pode confiar a missão de restituir aqueles objectos aos seus legítimos donos. No entanto os últimos desejos de Anthony vão ter repercussões verdadeiramente inesperadas ao trazerem para a história outras personagens que vão acabar por ser a ajuda de que Laura necessita para os conseguir cumprir.



"A escrita de Hogan tem o calor calmante das chávenas de cacau e chá que as suas personagens dispensam regularmente... uma narrativa à antiga com uma pitada de magia"  Revista online Kirkus




Ruth Hogan é uma autora inglesa, leitora compulsiva em criança, que se inicia na escrita com este romance, escrito em 2012 quando lhe foi diagnosticado um cancro, altura em que que aproveitou o tempo de insónias que veio com a quimioterapia para se dedicar a escrever. Já tem o próximo romance no prelo com o título "The Particular Wisdom of Sally Red Shoes" e que será publicado em Inglaterra na Primavera de 2008



terça-feira, 3 de outubro de 2017

Conversa/debate "Os Portugais dos Escritores"


Na Biblioteca Municipal da Amadora e no âmbito da Festa do Livro'17, a conversa girou à volta da "portugalidade" na actual produção literária. Se e como é apresentado Portugal na literatura nacional contemporânea, que marcas da nossa própria realidade e da essência enquanto portugueses tem ela?

Os escritores Nuno Costa Santos e Ana Margarida de Carvalho moderados por Rui Lopo discorreram sobre estas questões e outras tantas relacionadas numa conversa despretensiosa com alguma divagação e poucas respostas que valeu acima de tudo pela troca de ideias e o conhecimento dos autores e da sua obra.



Umas das primeiras conclusões foi, aludindo ao livro Jangada de Pedra de José Saramago e à ideia de iberismo do autor, o reconhecimento do traço distintivo da ingenuidade e da ausência de pragmatismo na literatura portuguesa não só enquanto ibéricos mas também como fazendo parte de um círculo mais alargado que incluí a América Latina.

Portugal foi definido como um bairro com vários mundos em que existe uma mundividência, uma convivialidade com a diferença que em parte acaba por se traduzir depois na arte do paradoxo e  na ambiguidade ou no facto de não sermos unívocos. Estas foram apontadas como algumas das características da prosa portuguesa.

As obras têm sempre algo dos autores, das suas vivências e as dos autores portugueses vão acabar por ter sempre marcas da sua portugalidade, da sua essência de portugueses e referências delas mais ou menos evidenciadas.

Nuno Costa Santos, autor, cronista e guionista de programas de televisão e rádio no seu último livro e primeiro romance "Céu Nublado com Boas Abertas" traz-nos um Portugal entre a realidade actual dos Açores e a vivência de um internamento na estância do Caramulo nos anos 40. Uma história carregada de si, da sua origem açoriana e dos seus pois baseia-se em parte na vida dos seus avós. Anteriormente em "Melancómico" trouxe-nos a experiência da vida nos bairros de Lisboa com algumas das suas particularidades e vicissitudes e revela-nos esse Portugal.

Ana Margarida de Carvalho, jornalista e escritora tem, nos seus romances, aborda mais o país na ao nível do seu passado mais ou menos recente. Em "Que Importa a Fúria do Mar" retrata a realidade das prisões políticas do Estado Novo através dos olhos de um prisioneiro do Tarrafal  já  em "Não se pode morar nos olhos de um gato", o mais recente, vai até finais do século XIX num naufrágio ao largo do Brasil após a abolição da escravatura em que figuras daquela época como um escravo, um fidalgo ou um padre carregam todos os seus estigmas.

Acima de tudo Portugal precisa dos seus narradores e de que se contem, retratem e consequentemente se fixem as suas diferentes realidades para conhecimento e/ou aprendizagem. Esta questão da aprendizagem gerou alguma celeuma ao nível da sua intencionalidade, mas não sendo muitas vezes uma intenção deliberada acaba por se verificar na medida em que se dá a conhecer a realidade, os Portugais e os seu intervenientes.





sábado, 16 de setembro de 2017

Malas literárias


Qual é o viciado em livros que não gostaria de uma mala ou bolsa com a capa do seu livro preferido?

Uma dupla de criadores russos, Max e Lyuba, faz malas, carteiras e clutchs em pele com a capa do nosso livro favorito. Atualmente têm 108 modelos disponíveis com capas bem distintas que vão desde os clássicos a livros infantis passando por uma vasta gama de obras escritas. E para além do design incrível, estas criações contam com um acabamento impressionante pois são feitas à mão.
Os títulos estão todos em inglês mas como se pode encomendar talvez também as façam em português. 








A primeira mala feita foi inspirada em "Orgulho e Perconceito" de Jane Austen e depois seguiram-se mais de 50 modelos diferentes em poucos meses, agora já são mais de uma centena.
KrukruStudioBooks

 



KrukruStudioBooks - https://www.etsy.com/shop/KrukruStudioBooks?ref=condensed_trust_header_title_items



sábado, 2 de setembro de 2017

8 Ensinamentos de Quem Mexeu no Meu Queijo? de Spencer Johnson



QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO?
de Spencer Johnson
Pergaminho, Junho 2001
Gestão e Organização
104 páginas
Sinopse
Era uma vez dois ratinhos e dois pequenos seres humanos que viviam num labirinto. Estes quatros personagens dependiam de queijo para se alimentarem e serem felizes. Como tinham encontrado uma casa cheia de queijo, viveram muito felizes durante algum tempo. Mas um belo dia o queijo desaparece...
Uma divertida parábola que através de uma linguagem simples transmite ensinamentos profundos sobre a melhor forma de lidar com a mudança e nos dá instrumentos valiosos para compreender um mundo em constante mudança e a um ritmo cada vez mais acelerado. Um bestseller, considerado uma obra de referência no campo da gestão e um clássico ao nível da auto-ajuda.

"Todos reconhecemos que a mudança faz parte das nossa profissões, mas poucos são os que esperam ou aceitam isso como uma realidade nas suas vidas. Quem Mexeu no Meu Queijo? é um roteiro simples e compreensível para cada um de nós lidar, no seu próprio caso, com a mudança" - Michael Morley, Vice-presidente Sénior da Eastman Kodak


Quem Mexeu no Meu Queijo? passa-se num labirinto metafórico em que cada um procura e persegue o seu Queijo, aquilo que acredita necessitar para ser feliz, seja algo material ou um estado emocional,. As quatro personagens, dois ratos e dois humanos desta história representam diferentes personalidades e as suas reações á mudança. No final toda esta grande metáfora é discutida e como que analizada num reencontro de um grupo de amigos de liceu em que cada un acaba por conseguir transpor algumas das imagens para a sua realidade.
Um livro que nos dá boas pistas para reagir às mudanças que vão sempre surgindo ou mesmo para despoletar as necessárias.

Aqui ficam as ideias principais que retive e que encaro como ensinamentos, liçõoes:
  • Quando as coisas estão a mudar, precisamos também de mudar  e agir de forma diferente, caso continuemos a fazer as mesmas coisas repetidamente não adianta questionarmo-nos porque a situação não melhora 
  • Para nos adaptarmos mais facilmente ás mudanças, devemos sair da nossa zona de conforto, isso torna tudo mais fácil, seguir numa nova direção quando nos movemos para lá do nosso medo faz-nos sentir livres
  • Há que tomar as rédeas muito mais do que deixar que as cosas aconteçam para não se ser apanhado desprevenido pela mudança, observar o que vai acontecendo para nos podermos antecipar à mudança
  • Devemos estar atentos às pequenas mudanças para que mais facilmente estejamos preparados para a grande mudança que estará para vir, adaptarmo-nos rapidamente porque quando não o fazemos atempadamente corremos o risco de nunca o conseguirmos
  • Não ficar prisioneiro do nosso próprio medo, fazer o que faria se não estivesse com medo, movermo-nos para lá do medo 
  • Quanto mais cedo te libertares do Queijo Velho, mais depressa encontrarás um Novo Queijo
  • A forma mais rápida para mudar é rirmo-nos dos próprios disparates depois disso podemos libertar-nos e continuar
  • Há que manter as coisas simples, ser flexível e mudar rapidamente, não complicar demasiado as situações, nem ficar confuso com pensamentos de medo

Existe sempre um Novo Queijo por aí, tanto faz que nos apercebamos dele ou não, e que seremos recompensados com ele assim que ultrapassarmos os nossos medos e aperciarmos a aventura

Spencer Johnson (24/11/1938 - 03/07/2017) foi um autor americano com formação em Psicologia, especialista em abordar assuntos complexos de uma forma simples, apresentando soluções eficazes. Começou por escrever livros infantis, mas em 1980 escreveu juntamente com Ken Blanchard o seu primeiro best-seller "O Gestor-Minuto", iniciando assim a sua longa lista de livros publicados na área da gestão, organização e auto-ajuda.
"Quem Mexeu no Meu Queijo" vendeu 28 milhões de livros em todo o mundo e ganhou versões para o público infantil e jovem.







terça-feira, 22 de agosto de 2017

LIvro de Citações - Berta a Grande




«.. mas em vez de contar tirava segundos aos que faltavam para ver o seu amado. »


«... e os dois abraçaram-se: a dor e o amor uniram-se como os seus corpos. »


« E Jonas, que sempre tinha querido viajar, quando viu o corpo dela nu, descobriu todo um mundo e percorreu milhares de quilómetros ao longo daquela geografia humana maravilhosa. »

sábado, 19 de agosto de 2017

Livro de Citações - Amar Depois de Amar-te



«nunca permitas que nenhum homem te falte ao respeito ou te trate sem a dignidade que mereces»

(Filipa)

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« (...) O seu papel passaria a ser o de dar. Uma decisão consciente de quem imaginava poder assim proteger-se contra toda e qualquer espécie de sofrimento. (...) Quem a ouvisse falar, concluía rapidamente que esta mulher nunca sonhava. Pior, ela não sabia que os sonhos existiam. (...) ela vivia demasiado centrada nos outros, para se deixar ser o alvo das atenções.» 


« Ele amava Carolina como ela era, mas sempre com o coração projetactado no futuro e naquela que ele acreditava um dia poder surgir.» 


« Mas na verdade é que Rui se anulou para se adaptar a Carolina e esta, por suavez, fez o mesmo. Ambos estavam convencidos que assim faziam o outro feliz. rui perdeu a garra de viver e Carolina não foi capaz de dar gás aou poucos momentos em que se pôs a si própria em primeiro lugar.»

(Carolina)

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«Sinto-me como um pássaro que um dia passpu da floresta à gaiola. até se adaptou bem à gaiola e não desgostava de lá estar, mas nunca esqueceu a liberdade que gozava na floresta.»

(Teresa)