sábado, 16 de setembro de 2017

Malas literárias


Qual é o viciado em livros que não gostaria de uma mala ou bolsa com a capa do seu livro preferido?

Uma dupla de criadores russos, Max e Lyuba, faz malas, carteiras e clutchs em pele com a capa do nosso livro favorito. Atualmente têm 108 modelos disponíveis com capas bem distintas que vão desde os clássicos a livros infantis passando por uma vasta gama de obras escritas. E para além do design incrível, estas criações contam com um acabamento impressionante pois são feitas à mão.
Os títulos estão todos em inglês mas como se pode encomendar talvez também as façam em português. 








A primeira mala feita foi inspirada em "Orgulho e Perconceito" de Jane Austen e depois seguiram-se mais de 50 modelos diferentes em poucos meses, agora já são mais de uma centena.
KrukruStudioBooks

 



KrukruStudioBooks - https://www.etsy.com/shop/KrukruStudioBooks?ref=condensed_trust_header_title_items



sábado, 2 de setembro de 2017

8 Ensinamentos de Quem Mexeu no Meu Queijo? de Spencer Johnson



QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO?
de Spencer Johnson
Pergaminho, Junho 2001
Gestão e Organização
104 páginas
Sinopse
Era uma vez dois ratinhos e dois pequenos seres humanos que viviam num labirinto. Estes quatros personagens dependiam de queijo para se alimentarem e serem felizes. Como tinham encontrado uma casa cheia de queijo, viveram muito felizes durante algum tempo. Mas um belo dia o queijo desaparece...
Uma divertida parábola que através de uma linguagem simples transmite ensinamentos profundos sobre a melhor forma de lidar com a mudança e nos dá instrumentos valiosos para compreender um mundo em constante mudança e a um ritmo cada vez mais acelerado. Um bestseller, considerado uma obra de referência no campo da gestão e um clássico ao nível da auto-ajuda.

"Todos reconhecemos que a mudança faz parte das nossa profissões, mas poucos são os que esperam ou aceitam isso como uma realidade nas suas vidas. Quem Mexeu no Meu Queijo? é um roteiro simples e compreensível para cada um de nós lidar, no seu próprio caso, com a mudança" - Michael Morley, Vice-presidente Sénior da Eastman Kodak


Quem Mexeu no Meu Queijo? passa-se num labirinto metafórico em que cada um procura e persegue o seu Queijo, aquilo que acredita necessitar para ser feliz, seja algo material ou um estado emocional,. As quatro personagens, dois ratos e dois humanos desta história representam diferentes personalidades e as suas reações á mudança. No final toda esta grande metáfora é discutida e como que analizada num reencontro de um grupo de amigos de liceu em que cada un acaba por conseguir transpor algumas das imagens para a sua realidade.
Um livro que nos dá boas pistas para reagir às mudanças que vão sempre surgindo ou mesmo para despoletar as necessárias.

Aqui ficam as ideias principais que retive e que encaro como ensinamentos, liçõoes:
  • Quando as coisas estão a mudar, precisamos também de mudar  e agir de forma diferente, caso continuarmos a fazer as mesmas coisas repetidamente não adianta questionarmo-nos porque a situação não melhora 
  • Para nos adaptarmos mais facilmente ás mudanças, devemos sair da nossa zona de conforto, isso torna tudo mais fácil, seguir numa nova direção quando nos movemos para lá do nosso medo faz-nos sentir livres
  • Há que tomar as rédeas muito mais do que deixar que as cosas aconteçam para não se ser apanhado desprevenido pela mudança, observar o que vai acontecendo para nos podermos antecipar à mudança
  • Devemos estar atentos às pequenas mudanças para que mais facilmente estejamos preparados para a grande mudança que estará para vir, adaptarmo-nos rapidamente porque quando não o fazemos atempadamente corremos o risco de nunca o conseguirmos
  • Não ficar prisioneiro do nosso próprio medo, fazer o que faria se não estivesse com medo, movermo-nos para lá do medo 
  • Quanto mais cedo te libertares do Queijo Velho, mais depressa encontrarás um Novo Queijo
  • A forma mais rápida para mudar é rirmo-nos dos próprios disparates depois disso podemos libertar-nos e continuar
  • Há que manter as coisas simples, ser flexível e mudar rapidamente, não complicar demasiado as situações, nem ficar confuso com pensamentos de medo

Existe sempre um Novo Queijo por aí, tanto faz que nos apercebamos dele ou não, e que seremos recompensados com ele assim que ultrapassarmos os nossos medos e aperciarmos a aventura

Spencer Johnson (24/11/1938 - 03/07/2017) foi um autor americano com formação em Psicologia, especialista em abordar assuntos complexos de uma forma simples, apresentando soluções eficazes. Começou por escrever livros infantis, mas em 1980 escreveu juntamente com Ken Blanchard o seu primeiro best-seller "O Gestor-Minuto", iniciando assim a sua longa lista de livros publicados na área da gestão, organização e auto-ajuda.
"Quem Mexeu no Meu Queijo" vendeu 28 milhões de livros em todo o mundo e ganhou versões para o público infantil e jovem.







terça-feira, 22 de agosto de 2017

LIvro de Citações - Berta a Grande




«.. mas em vez de contar tirava segundos aos que faltavam para ver o seu amado. »


«... e os dois abraçaram-se: a dor e o amor uniram-se como os seus corpos. »


« E Jonas, que sempre tinha querido viajar, quando viu o corpo dela nu, descobriu todo um mundo e percorreu milhares de quilómetros ao longo daquela geografia humana maravilhosa. »

sábado, 19 de agosto de 2017

Livro de Citações - Amar Depois de Amar-te



«nunca permitas que nenhum homem te falte ao respeito ou te trate sem a dignidade que mereces»

(Filipa)

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« (...) O seu papel passaria a ser o de dar. Uma decisão consciente de quem imaginava poder assim proteger-se contra toda e qualquer espécie de sofrimento. (...) Quem a ouvisse falar, concluía rapidamente que esta mulher nunca sonhava. Pior, ela não sabia que os sonhos existiam. (...) ela vivia demasiado centrada nos outros, para se deixar ser o alvo das atenções.» 


« Ele amava Carolina como ela era, mas sempre com o coração projetactado no futuro e naquela que ele acreditava um dia poder surgir.» 


« Mas na verdade é que Rui se anulou para se adaptar a Carolina e esta, por suavez, fez o mesmo. Ambos estavam convencidos que assim faziam o outro feliz. rui perdeu a garra de viver e Carolina não foi capaz de dar gás aou poucos momentos em que se pôs a si própria em primeiro lugar.»

(Carolina)

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«Sinto-me como um pássaro que um dia passpu da floresta à gaiola. até se adaptou bem à gaiola e não desgostava de lá estar, mas nunca esqueceu a liberdade que gozava na floresta.»

(Teresa)



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Novidade Desejada - A Contraluz


Esta novidade já tem seguramente uns bons meses, mas não queria deixar de partilhá-la pois chamou-me bastante a atenção principalmente pelos temas aflorados na história,  o mundo da escrita com várias referências literárias acompanhado com uma quase análise psicológica das várias pessoas que se vão cruzando com a personagem principal. E como já passou algum tempo desde o seu lançamento, as opiniões positivas que fui lendo por aí também contribuíram. 
De destacar que este é o primeiro livro de uma triologia que só chegou agora a Portugal, embora já tivesse sido publicado em 2014, o que leva a que o segundo livro já tenha saído este ano no Reino Unido com o título de "Transit".



Uma mulher viaja para Atenas para leccionar um curso de escrita criativa. Logo no avião conhece um homem que lhe conta sobre os seus casamentos falhados, fortunas perdidas e a convida a ligar depois de pousarem em solo grego. Mas esta é apenas a primeira vida que lhe chega às mãos, mãos que parecem servir de íman para uma sucessão de narrativas que compõem. Com o calor abrasador e os ruídos da cidade como pano de fundo, a sequência de vozes vai tecendo uma complexa tapeçaria humana: a experiência da perda, a natureza da vida familiar, o difícil que é a intimidade.

Segundo a autora existe uma ideia subjacente ao estilo do livro, a Odisseia, de Homero, no sentido do modelo em que alguém conta o que lhe aconteceu a alguém que ouve, não existindo um narrador omnisciente que saiba mais que os outros. Como na psicanálise há uma pessoa que escuta e recebe as emoções de outra, que fica aliviada ao contar a sua história. É uma Odisseia moderna. 


"Passem muito tempo com este romance e ficarão convencidos de que ela é uma das mais inteligentes escritoras vivas. A sua clareza mental enquanto narradora pode parecer tão perigosamente penetrante que o leitor pode temer o mesmo risco de invasão e exposição." The New York Times

"A Contraluz é um depurador, limpador da mente com uma parcela inteligente de acidez esclarecedor sobre a vida e as relações humanas, quando precisamos." The New York Times



Rachel Cusk é uma autora canadiana (vive desde há muitos anos no Reino Unido) de ficção, com nove romances publicados e também livros de não-ficção. Em Portugal encontra-se apenas editado "Arlington Park" pelas Edições Asa que foi finalista do Orange Prize 2007.
Foi nomeada pela revista Grante como uma das 20 melhores jovens romancistas inglesas.


LEIA O INÍCIO AQUI

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Por favor, não mexer! de Márcia Batista



POR FAVOR, NÃO MEXER!
de Márcia Batista
Oficina do Livro, Abril 2004
Romance
128 páginas
Sinopse
Nos últimos anos da sua adolescência, tudo parece sorrir a Bárbara: conta com a amizade incondicional de Mariana, com o amor apaixonado de Francisco e tem a força necessária para correr atrás do sonho da sua vida - ser actriz.
Até ao momento em que o destino lhe mostrou que tudo pode mudar num abrir e fechar de olhos. O acidente da sua amiga Mariana, a violação de que foi vitima por parte de Francisco e a decisão de fazer um aborto, perante a inesperada realidade de uma gravidez indesejada, foram algumas das surpresas que vieram perturbar a perfeição em que vivia. E, ao escolher um estranho como confidente para a ajudar a enfrentar a dor, a angústia e a tristeza, apercebe-se de que muitas vezes há que voltar atrás para se poder seguir em frente.

«O seu ar indiferente fê-la ganhar, mais uma vez, sem ter que usar as suas preciosas palavras. Ela olhava-me a mim e às outras pessoas como se fôssemos transparentes. Ou talvez tão óbvios que o seu olhar nos atravessava ao mesmo tempo que lia toda a nossa história. Os seus olhos, de um negro profundo, não espelhavam nada além dos reflexos do que viam. Eram impenetráveis, mas penetravam-nos incessantemente.»
 «Afinal, toda a sua força vinha de um ódio que, naturalmente, alimentava, de um trauma que a martirizava.» 
«Às vezes não precisamos de enfrentar as coisas. Principalmente se não estivermos preparados. Podemos simplesmente contorná-las, o que não quer dizer que as estejamos a esquecer » 
«...deu-me a sensação de que cada recordação era como uma faca que a ia espetando mas que tinha que arrancar, embora lhe doesse, por já não conseguir aguentar mais.»

Por favor, não mexer! fala de passado e da necessidade de o resolver e superar os seus acontecimentos traumáticos para se conseguir ter um futuro. Bárbara dá uma segunda oportunidade ao seu primeiro e grande amor e este volta a trair-lhe a confiança de forma muito violenta, ela fecha-se numa concha e torna-se impenetrável, tal como esse passado que quer guardar numa caixa  para não mais abrir. Mas para avançar Bárbara terá de remexer nela e voltar a encarar tudo o que está lá dentro para depois a fechar de forma definitiva.
Um livro com uma linguagem informal, ritmada, de leitura rápida, mas com muitos clichés, um pouco à semelhança daqueles filmes da sessão da tarde, bons para entreter.  

Márcia Batista 
É o primeiro e até à data único livro da autora de 40 anos de Vila Nova de Gaia, cuja formação e profissão passam ao lado do mundo dos livros.

** (Razoável)







segunda-feira, 17 de julho de 2017

Livro de Citações - Mil Sóis Resplandecentes


« Nos dias e semanas que se seguiram, Laila lutou freneticamente por gravar na memória o que acontecera a seguir. Tal como um amante de arte em fuga de um museu a arder, agarrava o que podia - um olhar, um sussurro, gemido - para o impedir de ser destruído, para o preservar, mas o tempo é o mais inexorável dos incêndios e, no final, ela não conseguiu salvar tudo.»


« Tinha passado esses anos num canto distante da sua mente. Um campo seco e estéril, para lá de desejos e lamentos, para lá de sonhos e desilusões. Ali, o futuro não interessava. E o passado continha apenas a sabedoria: o amor era um erro perigoso, e a sua cúmplice, a esperança, uma ilusão traiçoeira. E sempre que essas venenosas flores gémeas começavam a brotar na terra ressequida desse campo, Mariam arrancava-as e deitava-as fora antes de criarem raízes.»

« Talvez compreender apenas quando as coisas já não têm remédio seja o castigo justo para os que não tiveram coração. »